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Informática
Mantenha seu computador longe dos vírus
São José do Rio Preto, 13 de abril de 2009
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Vírus se disseminaram pela rede e hoje passam de 630 mil tipos |
Liza Mirella
07:41 - Na era da tecnologia, o e-mail é uma importante ferramenta de comunicação profissional e pessoal. Informar, contatar e agilizar o processo são apenas algumas de suas características positivas. Por outro lado, é pelo e-mail que se disseminam pela rede internacional de computadores uma série de invasores, como os vírus, causando prejuízos tanto a empresas como para internautas particulares. “Na dúvida, não clique. Exclua a mensagem”, indica como antídoto o professor Ronildo Flausino dos Santos, do curso de Ciência da Computação do IMES Catanduva. Ele explica que o e-mail funciona como um canal de recepção de alguns softwares (programas de computador) que causam sérios problemas como eliminação do sistema operacional, exclusão de arquivos pessoais, captura de informações pessoais como números de contas bancárias, senhas, números de cartões de crédito, de CPF, entre outros. Ele cita alguns dos invasores mais comuns. Os vírus são programas que se propagam infectando outros programas de computador, tornando-se parte deles. Eles podem apagar dados do disco rígido, desconfigurar o sistema operacional ou causar outros estragos. Há ainda o spyware, uma categoria de invasor espião cujo objetivo é monitorar as atividades de um sistema e enviar informações a terceiros. Os cavalos de Tróia são programas na forma de presentes (cartão virtual, álbuns de fotos, protetores de tela, etc). “Além de executar tarefas para as quais foram aparentemente projetados, executam outras funções maliciosas, como instalar vírus ou abrir portas que podem ser acessadas remotamente por um invasor.” PrevençãoA melhor maneira para prevenir os prejuízos que podem ser causados pelos vírus e por outros invasores é fazer varredura periódicas no computador com programas antivírus e anti-spywares (anti-espiões). “É preciso manter os programas antivírus sempre atualizados, controlar a curiosidade para não abrir anexos vindos por e-mail (que podem ser vírus) ou clicar em links suspeitos”, orienta. Segundo o coordenador geral de Tecnologia da Informação do Centro Universitário de Rio Preto (Unirp), Gilson Fernando Laforga, deve-se também tomar cuidado com os sites que visita e com o uso do pen drives, especialmente se forem de outra pessoa. “Não devem ser utilizados pen drives em computadores sem antivírus ou com antivírus desatualizado.” A própria rede mundial de computadores disponibiliza programas antivírus gratuitos, que são considerados eficientes para sua função. Laforga indica cinco opções: Avira ( www.avira.com), AVG ( www.avg.com), Bitdefender ( www.bitdefender.com), Avast ( www.avast.com) e Clamwin ( www.clamwin.com). “Os softwares protegem e auxiliam na remoção de vírus”, diz Santos.
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Experiência desastrosa
Desenvolvido como uma experiência a ser apresentada em um seminário sobre computadores no final de 1983, os vírus de computador completam 25 anos em 2009. A primeira versão foi desenvolvida para ser executada em um computador VAX 11/750, com o sistema operacional Unix. “Para esta demonstração, vários cuidados foram tomados para que o código desenvolvido não fosse utilizado por outras pessoas”, explica Laforga. Quando os primeiros resultados do experimento foram divulgados, o administrador dos equipamentos proibiu que fossem realizados novos experimentos, prevendo que a “Caixa de Pandora” havia sido aberta.
Menos de dois anos depois, o primeiro vírus para computadores pessoais se alastrou. “Seu nome era ‘Brain’ e a sua função era danificar o setor de inicialização do disco rígido. A sua forma de propagação era por meio de um disquete contaminado.” Segundo Laforga, a partir daí foram surgindo mais e mais vírus. Dez anos depois, o número de conhecidos já atingia a marca de 5 mil. O número continuou crescendo, e no ano 2000 eram 50 mil vírus. Cinco anos depois, esse número saltou para 75 mil e hoje são mais de 630 mil. Segundo Laforga, um dos vírus mais terríveis dos últimos tempos é o Conficker, também conhecido por DownUp ou DownadUp. Já infectou mais de 15 milhões de computadores em todo o mundo. “A Microsoft ofereceu uma recompensa de US$ 250 mil por informações que levem à captura dos criadores deste vírus”, disse.
Spam
Para o conselheiro da Associação Profissional de Risco e (Aprisco) e presidente da CLM Software, Francisco Camargo, a avalanche de spams (e-mails indesejados/não-autorizados), que entope os micros de profissionais e mesmo de usuários domésticos, exige um cuidado redobrado. “Antigamente, a mala-direta em papel era spam. Hoje, temos spam inclusive por telefone, com venda de produtos e serviços e mesmo de ligações de presídios.” Para diminuir o impacto dos spams, o especialista elaborou uma série de dicas. Uma delas está ligada à divulgação de endereços eletrônicos em grupos de relacionamento, chats e mensagens eletrônicas. “É importante que o e-mail não caia na boca do povo.” Isso porque existem programas de compra de endereços de e-mail e também por essa ser uma fácil forma de captura dos endereços.
Outra orientação é “maquiar” o endereço eletrônico, digitando espaços entre as letras quando a pessoa participar de fóruns ou blogs na internet. Usar e-mails falsos ou optar por endereços pouco usuais também são opções interessantes de defesa. É importante também não responder aos spams. Segundo Camargo, usar os filtros de spams é a maneira mais eficaz de se proteger no mundo virtual. Para empresas, são indicados alguns pacotes. Para o usuário comum, é possível usar o filtro que alguns provedores de e-mail oferecem, normalmente com pequeno custo ou até gratuitos. “Evitar os spams é uma tarefa como enxugar gelo”, afirma.
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