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domingo, 6 de julho de 2008
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Os poucos e bons
Mercúrio e Netuno em trígono, o mesmo acontece entre Vênus e Urano; Lua mingua em Virgem. O mundo humano se transformou no hospício onde, outrora, confinavam os transtornados. Hoje em dia, provavelmente, aqueles mais saudáveis, mas descontrolados, são os que permanecem nos asilos, enquanto que os verdadeiramente loucos perambulam pelas ruas. Por que isto? Porque a imensa maioria dos humanos segue a inércia de uma civilização que deixou de existir, mas que permanece em estado de zumbi, e como a alma informa devidamente a respeito deste fato, e nenhuma atitude saudável é tomada, o resultado consiste nos milhões de humanos transtornados que posam de saudáveis, mas que cometem tolices insistentemente, como se tudo fosse dar em nada. Enquanto isso, poucos, mas bons humanos, se dedicam à cura do planeta.
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A urgência não condiz com a necessidade de perfeição que sua alma sente. Porém, no meio do imediatismo que a situação toda exige, ainda restam algumas brechas para continuar planejando o futuro a longo prazo com a perfeição sonhada.
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Do jeito que nossa humanidade vive, em eterno isolamento individualista, ninguém procuraria, de bom grado, o estabelecimento de relacionamentos cooperativos. Por isso, o objetivo continua sendo resultado das adversidades e contratempos.
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Sua alma não teria oportunidade melhor para se exercitar na arte da organização do que no meio do caos. Por isso, e apesar de que a situação caótica seja desgastante, encare-a como uma oportunidade de se exercitar nessa arte.
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Sua alma não é desprovida de inteligência nem de esperteza, e por isso não há cabimento para nenhuma queixa a respeito da falta de oportunidade de empreender alguma aventura. Se quiser que esta aconteça, faça-a acontecer.
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A ajuda inesperada acontece, justamente quando menos se espera, ou não seria inesperada, não é mesmo? Por isso, celebre a vida apesar das adversidades, respire fundo sua existência entre o céu e a terra. Tudo corre da melhor forma possível.
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Deixe de lado a lógica por alguns momentos, e permita-se tomar decisões que se alimentem de suposições, de pressentimentos ou de simples coincidências. Vale a pena você começar a testar outros meios para tomar decisões.
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A renovação do entusiasmo é uma celebração em si mesma, e ainda por cima pode ser compartilhada com outras pessoas, o que multiplica a celebração. No tempo do entusiasmo percebe-se claramente que as adversidades são tolas.
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Todo e qualquer sofrimento deriva da falta de amor. Até aí todo mundo compreende o fato. Porém, todo mundo se faz de ignorante na hora de assumir que não é a falta de receber amor a que provoca sofrimento, mas a de oferecê-lo.
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Há coisas inexplicáveis, como as coincidências, por exemplo, mas cuja falta de explicação razoável não impede que continuem acontecendo, provocando uma inquietação positiva, que tende a ampliar o entendimento a respeito da vida.
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Encontre prazer nas pequenas tarefas da vida cotidiana, pois é nestas que, no momento atual, se processa a magia da vida, aquela mesma que é capaz de transformar em maravilhoso o que, teoricamente, seria destinado a ser enfadonho.
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Vozes assustadoras se erguem para perturbar sua alma, e essas provêm da boca das pessoas que, supostamente, deveriam proteger e incentivar você a continuar na trilha empreendida. Supere, tudo isso vai passar sem deixar rastros.
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Enquanto participa dos tumultos provocados pela sua intenção de fazer algumas mudanças, sua alma medita e observa a realidade que se processa, como se esta fosse um filme. Esta observação senta as bases de toda atividade futura.
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