Preste muita atenção neste “Hospital da Gente”, do Grupo Clariô de Teatro, que está desde ontem sendo encenado às 19 horas no espaço 3 da Swift. “Hospital da Gente” está naquela “zona segura” definida pela curadoria do festival quando selecionou trabalhos já testados e consagrados (a montagem tem mais de três anos). Esse é um ponto. Outro aspecto que, a princípio, concorre a favor de “Hospital da Gente” é que o espetáculo se baseia em textos do escritor Marcelino Freire, entre os quais os da coletânea “Contos Negreiros”, vencedor do Prêmio Jabuti. Mas o que mais faz valer a presença de “Hospital da Gente” na lista de nossas apostas é o ângulo absolutamente corajoso do diretor Mario Pazini para as mazelas da vida na periferia - tema que, se seu encenador “erra a mão”, tem tudo para cair no campo do clichê. “É a violência contada por quem sofre, mas não existe piedade e sim realidade”, explicou Pazzini em entrevista à repórter Vívian Lima. Em determinado momento da peça, uma mãe que “se desfaz” do filho diz: “Dão valor demais para o amor”. Frases como essa levam crer que a montagem busca distanciar-se do sentimentalismo que tenta aqueles que se arriscam a analizar esse universo sem pertencer a ele. Não é bem esse o caso da Clariô, que mantém sua sede em Taboão da Serra e faz amplo esforço para unir o teatro à periferia - tanto que é um dos destaques, este mês, na Capital, de uma mostra que leva justamente o nome de “Militância Teatral na Periferia”. Mais a cara da Clariô, impossível.
Clique e confira a programação de Teatro em Rio Preto Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
ESTÚDIO AO VIVO | PEÇA SUA MÚSICA | AS MAIS MAIS | OUÇA AO VIVO! HOME | A FM DIÁRIO | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | ESPORTES | ECONOMIA | CINEMA TEATRO | EVENTOS E SHOWS | HORÓSCOPO | BLOGS | PROMOÇÕES | FALE CONOSCO
89,9 FM Diário | 2009 © Todos os direitos reservados | Design e desenvolvimento MagicSite