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Edvaldo Santos
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Curadoria avalia projetos: comissão terá de escolher 30 de 481
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Originalidadade e novos caminhos para a dramaturgia contemporânea. É essa ideia que vem norteando desde ontem, no Centro Cultural, o trabalho de garimpo da curadoria do Festival Internacional de Teatro (FIT) 2010. Não por acaso o conceito para a edição deste ano é “A conquista da singularidade”, o que, para o secretário de Cultura, Deodoro Moreira, inclui tanto a busca de espetáculos que tragam novos temas quanto novas linguagens teatrais.
A curadoria terá até a sextafeira para selecionar os espetáculos nacionais que farão parte do evento. Das 481 peças inscritas, o grupo deverá selecionar aproximadamente 30. Para o dramaturgo e diretor Roberto Alvim, um dos que integram a curadoria, o festival de Rio Preto é um dos mais importantes do País, mas é preciso ser mais. “O nosso esforço é para que, além de importante, o festival de Rio Preto seja absolutamente diferente de todos os outros festivais.” Para ele, a intenção é trazer artistas singulares, originais, e que isso traga relevância histórica para o teatro contemporâneo.
A jornalista, dramaturga e membro da curadoria do festival, Gabriela Mellão, defende ideia semelhante. “O conceito da curadoria é dar uma cara única para o FIT, impulsionar e trazer obras que realmente busquem novos caminhos para a dramaturgia contemporânea.”
Internacional
Com relação à escolha dos espetáculos internacionais, a organização já tem em mãos uma lista de grupos que pretende trazer ao evento. Segundo o secretário de Cultura, o objetivo inicial é trazer seis ou sete apresentações estrangeiras. “Já existem alguns grupos. A partir de agora eles serão consultados sobre a disponibilidade de comparecer ao evento e vamos avaliar os custos para saber se a participação de cada um é viável.”
Diferente do processo de seleção das obras nacionais, os espetáculos estrangeiros são, em sua maioria, convidados do festival. São indicados pelos curadores e, eventualmente, selecionados por algum material que tenha chegado à organização. A curadoria do FIT é formada ainda pelos assistentes de programação teatral do Sesc São Paulo, Sidnei Carvalho Martins e Sérgio Luis Venitt de Oliveira. Martins e Oliveira já integraram a curadoria do festival em outras ocasiões. Eles fizeram parte do grupo em 2009 e 2006, respectivamente.
Para os dois, participar novamente do processo de construção do FIT é agregar conhecimento adquirido às novas propostas que surgiram neste ano. “A gente já tem uma visão da estrutura do festival, mas conhece pessoas novas, novos trabalhos, agrega outras informações artísticas”, diz Oliveira.
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