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Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo em cena de ‘Ilha do Medo’, principal estreia deste final de semana
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A insanidade deve prevalecer este final de semana na preferência dos cinéfilos rio-pretenses, com a estreia do suspense “Ilha do Medo”, do diretor Martin Scorsese, hoje, nas salas de cinema da cidade. Baseado no livro “Paciente 67”, romance de mistério do escritor Dennis Lehane - autor de outros sucessos adaptados para o cinema como “Sobre meninos e lobos”, de Clint Eastwood -, “Ilha do medo” se passa em uma ilha perdida, açoitada por tempestades, onde funciona um asilo psiquiátrico para loucos perigosos.
O filme marca mais uma parceria entre o diretor e seu colaborador há oito anos, Leonardo DiCaprio. Os dois já trabalharam juntos em “Os Infiltrados”, “O Aviador” e “Gangues de Nova York”. DiCaprio protagoniza em “Ilha do Medo” um funcionário federal. Segundo o ator, não foi tarefa fácil fazer o personagem. Segundo o astro, durante as filmagens ele enfrentou suas “piores experiências” no cinema ao reviver durante semanas todo o trauma do personagem.
O filme, de U$$ 75 milhões, chamou a atenção da crítica por ser cheio de terror psicológico, longe do que todos estão acostumados a ver o Scorsese de “Taxi Driver” e “Bons Companheiros” fazer - mas nem tão longe assim do Scorsese de “Cabo do Medo”, por exemplo. Nos Estados Unidos, o filme dominou a bilheteria dos cinemas durante o final de semana de estreia, com vendas de ingressos acima do esperado. O longa arrecadou, num único dia, US$ 40,2 milhões (cerca de R$ 71,95 milhões), estabelecendo uma vitória pessoal e mais lucrativa de Scorsese e seu atual pupilo DiCaprio. A outra parceria entre Scorcese e DiCaprio com melhor performance nas bilheterias até então havia sido em “Os Infiltrados”, que obteve US$ 25,8 milhões, mas em todo o fim de semana de estreia.
Na trama de “Ilha do Medo”, dois oficiais norte-americanos, o investigador Teddy Daniels e seu parceiro Chuck Aule, investigam o desaparecimento de uma assassina que foi levada ao local depois de matar os três filhos por afogamento. O filme se passa no início da década de 1950, na Ilha Shutter (Shutter Island, nome original do filme). Leonardo DiCaprio disse, durante a pré-estreia, que “Ilha do Medo” é o melhor filme entre os quais trabalhou com Scorsese - a quem também chamou de o melhor diretor da atualidade. “De todos, acho que este é o melhor filme que fizemos. Fiquei surpreendido com a profundidade do material. É incrível vê-lo, é um mestre do cinema expondo a natureza humana.”
De acordo com o site EW, a obra é descrita como um thriller psicológico com toques de violência, temas pesados e até flashbacks referenciais ao Holocausto. Segundo uma crítica publicada pelo “The Hollywood Reporter”, o longa mantém seu poder diante do espectador desde a cena de abertura, com um jogo de nervos e paranoia. O cenário de “Ilha do Medo” não poderia ser mais propício para isso: um local isolado, cheio de degenerados e médicos com atividades muito suspeitas. Já o portal especializado em reunir resenhas de outros veículos, “Rotten Tomatoes”, publicou uma crítica que afirma que “Ilha do Medo” tem um bom começo e fim, mas um meio fraco, além de um tom lúgubre um pouco exagerado. Além de DiCaprio, estrelam o longa Ben Kingsley, Mark Ruffalo e Michelle Williams.
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