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Divulgação
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Daniel de Oliveira, Daniela Escobar e Lui Mendes em ‘400 Contra 1’
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O longa “400 contra 1 - Uma História do Crime Organizado”, que estreia hoje em circuito nacional, vem para consolidar o bom momento por que passa o drama policial brasileiro, reforçado por produções bem-sucedidas nas bilheterias como “Tropa de Elite”, de José Padilha, e “Salve Geral”, de Sérgio Rezende.
Dirigido por Caco Souza, em sua primeira incursão pelo gênero (já fez curtas e documentários), “400 contra 1” traz Daniel de Oliveira como protagonista no papel do marginal carioca Willian. Baseado no livro homônimo escrito por William da Silva Lima, o professor, um dos criadores do Comando Vermelho, o filme narra o surgimento da facção criminosa que há mais de 40 anos comanda o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
Com cenas recheadas de referências pop, o filme tem início a partir do encontro de presos políticos com detentos comuns no presídio de Ilha Grande, no litoral do Estado do Rio, na década de 1970. O filme mostra o confinamento em pleno auge da ditadura e a influência de um grupo sobre o outro.
“400 contra 1” aborda o nascimento da facção tendo como ponto central a trajetória de vida de Willian. Narra sua convivência com os presos políticos, sua liderança no presídio, o tipo de conduta e solidariedade que criou, sua atuação nas ruas do Rio de Janeiro no início dos anos 1980 e a história de amor com Tereza, sua amante e parceira no crime.
Explosões, tiros e sangue fazem a história, que ganha bom-humor ao mostrar a cumplicidade e malandragem dos personagens. Boa parte das cenas tem celas como cenário e foram filmadas no presídio do Ahu, em Curitiba. O trailer apresenta uma série de conflitos íntimos até as fugas e assaltos espetáculos a bancos. A história termina em 1981 e não trata do tráfico de drogas.
A ideia do diretor com o filme foi mostrar esse grupo de presos que se une pelos direitos e ideais coletivos, numa forma de tentar compreender as origens do contexto atual da violência urbana. O longa também já causou polêmica na internet: foi acusado de romantizar a imagem dos bandidos e dos grupos criminosos, abrindo brecha para o estímulo ao crime - o mesmo tipo de discussão já foi levantada na época de “Cidade de Deus”.
Além de Daniel de Oliveira, outros atores que interpretam bandidos no longa, como Fabrício Boliveira e Lui Mendes, também vistaram alguns presídios. O filme conta ainda com Daniela Escobar, que teve de engordar 10 quilos e pintar o cabelo de loiro desbotado para viver a amada de Willian. A cantora Negra Li faz participação especial.
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