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Arte 'pop'
Fotógrafo e artista plástico Vik Muniz expõe no Masp
São José do Rio Preto, 25 de abril de 2009
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Divulgação
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Vik Muniz fez retrato da atriz Elizabeth Taylor com diamantes: ousadia |
Cecília Dionizio
00:48 - A ocupação impressiona muito mais pelo peso da obra do que propriamente pelo espaço onde se abriga no Museu de Arte de São Paulo (Masp). São mais de 200 imagens compondo 131 obras, com dimensões que vão de 23,6 por 33 centímetros a 292,1 por 180,3 centímetros, além de vídeos, o acervo que integra “Vik”, a maior retrospectiva do artista plástico e fotógrafo paulista Vik Muniz, que fica até dia 12 de julho na Capital, trazido por Leonel Kaz e Nigge Loddi. Em São Paulo, Muniz espera apenas ser visto pelo maior número de pessoas. “O artista faz só metade da obra, o observador faz o resto. Eu faço arte para poder observar pessoas a observarem minhas obras”, diz.
As críticas ao trabalho deste artista dão conta de uma singularidade única, por trazer alegria e humor para o cotidiano das pessoas com suas fotografias, que misturam um pouco de todo tipo de arte. Das esculturas ao desenho, seus retratos promovem uma certa magia ao misturar conceitos diversos, em especial quando representa pessoas famosas em sua obra. “Sempre levei o humor muito a sério”, diz. Antes de finalizar qualquer dos seus trabalhos, Muniz mergulha no que mais parece uma cena de teatro. Ele observa que não apenas registra sua versão do mundo, mas o recria, literalmente, antes de finalizar com seu olhar como fotógrafo o que se tornará o produto final de sua obra. Suas criações podem levar de semanas a meses para ficarem prontas.
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| Aqui Vik Muniz se autorretratou
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Sucesso tardio Muniz, que conseguiu atrair a atenção da comunidade artística internacional com seu trabalho, tem consciência de que alcançou fama a partir de técnicas inusitadas associadas a imagens de famosos como Mona Lisa (feita de pasta de amendoim), Che Guevara (desenhado em geleia) e Elizabeth Taylor (montada a partir de centenas de pequenos diamantes). E mais recentemente, surpreendeu o mundo com imagens feitas a partir do lixo. Ele, que já viveu em diversas partes do mundo, nasceu e foi criado em São Paulo até 1983, quando, após sofrer um acidente, recebeu como recompensa uma boa quantia em dinheiro que o ajudou a financiar sua saída do País, onde se aperfeiçou.
Vivendo em Nova York até hoje, Muniz conta que só conheceu o sucesso há 14 anos, quando um crítico do New York Times fez uma resenha elogiosa sobre seu trabalho exposto numa galeria, o que o levou em seguida a ter a exposição “New Photography”, realizada no Museu de Arte Moderna (MoMA). Daí em diante, inúmeras portas se abriram e hoje ele já foi convidado a levar sua obra por diversos países. Na visão de críticos nacionais e internacionais, pesa a favor de Muniz o fato de sua arte permitir diversos níveis de leitura e compreensão, desde o apenas imagético até as elaboradas e sofisticadas referências estéticas e intelectuais que a sustentam.
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| Cigana Magna feita com lixo
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Cerca de 50 mil no MAM No Brasil há dois meses, Vik Muniz teve sua obra exposta no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde foi visto por quase 50 mil pessoas, de diversos extratos da sociedade. “‘Vik’ se tornou um fenômeno de comunicação”, reflete Leonel Kaz, responsável pela vinda da exposição ao Brasil. “Raramente um artista contemporâneo provocou neste País uma mobilização desse porte, aproximando o grande público da grande arte. Isso se deve, por um lado, à mágica da obra de Vik; por outro, a uma montagem compreensível que permitiu a cada visitante exercer a sua própria liberdade do olhar.”
Serviço: Vik. Exposição do artista Vik Muniz no Masp. Até 12 de julho. Informações pelo telefone (11) 3251 5644.
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