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Respeitável público
Vida de circo
São José do Rio Preto, 22 de janeiro de 2006
  Helio Tuzi  
Antônio Bartolo é o apresentador do circo Portugal

Monise Centurion

00:50 - Hoje tem espetáculo? Tem, sim senhor! Hoje tem marmelada? Tem, sim senhor! E tem também palhaços, malabaristas, equilibristas, domadores, ilusionistas, trapezistas, globistas, e ainda muitos animais. Além dos artistas circenses, elefantes, camelos, cavalos e cães que jogam futebol integram as atrações do picadeiro durante as duas horas de apresentação do circo Portugal, que nasceu em terras lusitanas há mais de 150 anos. Sinônimo de alegria, o circo é uma das mais antigas e completas manifestações populares e artísticas da humanidade. Durante o espetáculo realizado sob uma lona colorida, música, teatro, dança, improviso, cenografia e figurinos apropriados encantam a platéia, de quase 3 mil pessoas por noite. É neste clima de magia que os cerca de 100 artistas do circo Portugal prometem contagiar a população de Rio Preto e região durante este mês.


Helio Tuzi
Trabalho árduo de ensaios e apresentações glamurosas

Magia do espetáculo encanta gerações
A magia do espetáculo circense faz a alegria não só das crianças, como também dos adultos e ainda fascina os artistas que fazem o show há anos. “O circo é tudo para nós. Nossa maior alegria é entrar no picadeiro, fazer o espetáculo e ver que, quando a cortina se fecha, o público saiu satisfeito. É um orgulho para nós”, diz o apresentador do circo Portugal, Antônio Bartolo, 36 anos. Os artistas circenses surgiram na China, onde foram descobertas pinturas de quase cinco mil anos em que apareciam acrobatas, contorcionistas e equilibristas. A acrobacia era o treinamento dos guerreiros que necessitavam desenvolver agilidade, força e flexibilidade. Com o passar do tempo, estas qualidades se uniram ao charme, à beleza e harmonia, como é o caso do trio de mulheres do Portugal que participa do número no trapézio. “Estou há muito tempo no circo. Mesmo assim, treinamos sempre para que tudo saia corretamente e que nenhum acidente aconteça”, diz a trapezista chilena, Lígia Farfan, 30 anos.

Em duas horas de espetáculo, passam pelo picadeiro do Portugal quase 100 artistas e 20 animais. Cerca de 20 bailarinas fazem acrobacias aéreas e dançam diferentes ritmos, um trio de palhaços encanta a platéria, três elefantas, três camelos, dois cavalos árabes, 12 cães que jogam futebol integram o time dos artistas do mundo animal. Outra atração do circo é o quarteto feminino de ilusionistas formado pelas irmãs França. “Também faço o número de domadora de cavalos”, diz Priscila de França, 23 anos. Um dos quadros de grande suspense no picadeiro é o globo da morte. O circo Portugal coloca cinco motocicletas, de uma só vez, dentro de um globo de 4,30 metros por 4,30 metros de circunferência. “Primeiro rodam três motoqueiros e depois entram os demais. É um número perigoso”, diz o globista Leonardo Marques, 19 anos, ao lado de Maicon, de apenas 13 anos, uma das mais novas atrações do número. “É o mínimo de espaço e depende das máquinas, porque se elas falham tudo pode acontecer. E já aconteceu”, afirma. O circo também precisa inovar, superar limites, para que o público não perca o interesse pelo espetáculo, como a inclusão do número das águas dançantes, que é uma novidade deste ano no Portugal. “Apesar disso, nenhum espetáculo é igual ao do dia anterior. Este é o encanto do circo para a gente”, diz.

Tradição do circo é antiga
Na Grécia Antiga, cinco séculos antes de Cristo, já havia espetáculos com animais amestrados e competições de homens com homens, animais com animais e homens com animais. Na Roma Imperial, os espectadores assistiam e apostavam em corridas de charretes que começavam de manhã e só terminavam à noite. O maior dos circos romanos se chamava Maximus, feito de pedra e com capacidade para 150 mil pessoas. Na Idade Média, grupos de equilibristas, malabaristas e ilusionistas se apresentavam em feiras populares. Esses grupos, chamados de "Saltimbancos", viajavam pela Europa se apresentando por cada um dos vilarejos por onde passavam.

Nessa época, na Itália, existiam os bobos da corte, artistas do riso que moravam nos castelos para animar as festas com suas brincadeiras, músicas e malabarismos. O circo viveu seu apogeu no século 19, quando contava com inúmeras atrações como a de animais vindos de todas as partes do mundo e artistas com diferentes habilidades, como músicos, bailarinos, ginastas, adestradores e mágicos. Hoje, o circo tem uma tenda de lona (estrutura inspirada na arquitetura dos povos nômades do Oriente) fácil de montar e desmontar. Os animais ferozes e seus domadores fazem parte de um número que surgiu no circo atual. Os bobos da corte e os Arlequins são hoje nossos palhaços.
Helio Tuzi
O palhaço Peluca reza de medo durante o Globo da Morte

Levar a ‘vida de circo’ é para poucos
Trabalhar no circo é também morar no circo, viajar com o circo e levar a "vida de circo". No circo é comum um artista ter muitas funções e saber fazer de tudo um pouco. O artista chileno que de dia é o motorista da carreta dos elefantes, à noite se transforma em palhaço Lagrimita. A bailarina carioca também ajuda na bilheteria com a venda dos ingressos. O domador dos animais é responsável pela montagem da lona do circo. Histórias como essas fazem a rotina dos profissionais do Portugal. “No circo a gente aprende a fazer de tudo um pouco. Nunca se sabe o dia de amanhã”, diz o domador dos animais Arlisson Arlindo, 50 anos. A cada dia um novo público, e depois outras cidades. E não pense que o cansaço abate a família do Portugal , no domingo, por exemplo, eles fazem mais de uma sessão e ao finalizar, ainda retoma os ensaios. “Vivemos como uma família, mas cada um tem a sua individualidade, seu dinheiro”, diz um dos administradores do circo, Luís Antônio Portugal, 48 anos. Um profissional do circo pode ganhar até R$ 500 por semana, de acordo com sua função e suas responsabilidades. Todos trabalham com registro em carteira.
Helio Tuzi
Priscila, a mãe Carmen, e a irmã Vanessa, no trailer: sonhos e vida

Poeira da estrada corre na veia
Uma grande família de mais de 100 pessoas que percorre constantemente estados brasileiros e países da América Latina com o objetivo promover o maior espetáculo da terra: o circo. Com mais de 150 anos, desde que foi fundado ainda em terras portuguesas por membros da família Portugal, o circo que ainda carrega esse sobrenome está na quinta geração de artistas e chega à Rio Preto para mais uma temporada. A vida no circo não tem lugar fixo. Além dos artistas, 20 animais, que trabalham diariamente na produção do espetáculo, seja na montagem do circo, ou na divulgação das atrações. A televisão, o rádio e o cinema apareceram como novas formas de lazer que podem afastar as pessoas do circo, mas o amor pela arte faz com que a fantasia presente nos espetáculos seja passada de geração para geração. A arte é passada de pai para filho, mas existem os circos-escola que ensinam a arte circense.

“Somos uma família de circo. Meu pai é trapezista, minha mãe trabalha na parte administrativa. Minhas irmãs e eu somos as ilusionistas do circo. Nunca vou deixar essa vida. Espero que as gerações futuras ainda sigam este caminho”, diz a ilusionista, Priscila de França, 23 anos. Hoje, mesmo com todos os problemas de falta de incentivo cultural, ainda cumpre seu papel. Sinônimo de alegria, é uma das mais antigas e completas manifestações populares e artísticas. “Há uma lei federal que permite que os artistas de circo estudem na cidade em que estão. Por isso, todos aqui estudam e levam isso a sério”, diz funcionária do circo há mais de 26 anos, Carmem Regiane, 45 anos. Como a mudança de lugar é constante, numa mesma família há irmãos nascidos em diferentes lugares do Brasil. “Duas das minhas filhas nasceram em Caruaru, no Estado de Pernambuco, outra em Brasília e uma em Americana. Esta é a vida no circo”, diz Carmem. Para estes artistas o circo significa mais do que uma forma de viver, é amor. “Não trocariam esta vida por nada”, diz a dona-de-casa Adriana Portuga, 25 anos, mulher de um dos globistas. “Fazemos tudo isso por causa de uma coisa. Aplausos.”, afirma o apresentador do circo, Antônio Bartolo.

Menino de 6 anos é palhaço
Se a alma do circo é o palhaço, a do Portugal está dividido por três e uma das partes está num menino mineiro de apenas seis anos de idade. “Meu pai era palhaço, aprendi o ofício com ele e hoje apresento o espetáculo junto com meu filho, Jean Carlos”, diz o chileno de Santiago, Juan Carlos Ugalde, 51 anos, que se tranforma no palhaço Lagrimita. Além dele, o trio de palhaços do Portugal é formado por Ti-ti-ti, filho de Ugalde, e Peluca, também chileno. “O texto das nossas apresentações são os mesmos, mas há muito improviso no espetáculo. Quando a gente sente que as piadas já não surtem o mesmo efeito, ensaiamos outras”, afirma.

Na programação do espetáculo o trio tem, pelo menos, quatro entradas solos programadas. “O palhaço Ti-ti-ti é o mais bagunceiro de todos. Ele é que sempre atrapalha o Lagrimita e o Peluca.” A função do palhaço é arrancar sorrisos. A dificuldade com a língua portuguesa - dos três palhaços do grupo, dois são chilenos- não é empecilho para a platéia delirar com as trapalhadas no picadeiro. "Superamos as dificuldades da comunicação oral com movimentos. A mímica é a forma universal de interação entre as pessoas", afirma. Para Luís Antônio Portugal, relações públicas do circo, os palhaços ainda são as atrações preferidas do público. “Eles sempre perguntam se o circo tem palhaço e animais. As crianças, principalmente, se encantam com os personagens.”
Helio Tuzi
O número do trapézio parece fácil, mas exige extrema força

Animais ‘engolem’ uma tonelada
Mayla, Gueda, Carla, Vitória, Sadan. Estes são alguns dos artistas que fazem o espetáculo no picadeiro do circo Portugal. Ao todo são 20 animais, vindos dos mais diferentes locais do mundo, que juntos consomem mais de uma tonelada de folhas e frutas diariamente. Só as elefantas comem quase toda comida disponível. “Elas comem bastante e, em dias de calor como os que fazem em Rio Preto, chegam a beber cerca de 100 litros de água de uma só vez”, diz o domador Arlisson Arlindo, 50 anos. As três elefantas têm, em média, 30 anos de idade e chegaram no circo Portugal ainda bebês. “Elas vieram da Tailândia e são muito dóceis.” Para domá-las, Arlisson utiliza o dialeto hindu e algumas palavras em inglês. “Elas só entendem assim.”

Durante o espetáculo, o trio de elefantas mostra para o público sua versatilidade. Elas sobem em bancos, brincam umas com as outras e encantam a platéia. “São disciplinadas e fazem tudo direitinho.” A utilização de animais durante as apresentações circenses não é de hoje. Os cavalos são árabes, assim como os camelos. Outra atração circense do mundo animal são os 12 cães da raça Box, que jogam futebol. “Tem até juiz na partida”, afirma o domador. Fora do picadeiro, os animais têm rotinas diferentes e todos são treinados diariamente. “Cada momento é um grupo que é solto no pasto para descansar. Depois, realizamos os treinamentos.”

Serviço:
Circo Portugal Internacional: De segunda à sexta-feira, às 20h30. Aos sábados e domingos às 15 horas, 17 horas e às 20h30. O circo fica localizado na avenida José Munia, ao lado da churrascaria Crystal. Ingressos a partir de R$ 5.
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