S. J. do Rio Preto - Quinta, 24 de julho de 2014 




 
 
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Beleza
Perucas 'fazem a cabeça' de homens e mulheres
  Guilherme Baffi  
A empresária Michele Dias muda o visual com o auxílio de perucas

Cecília Dionizio

Hoje você pode ser morena de manhã, loira à tarde e ruiva à noite. Ou todas elas ao mesmo tempo, como se poderá ver amanhã, na Festa da Peruca, que acontece num movimentado bar de Rio Preto. Muitos dos convidados estarão encarnando personagens famosos. Mas não é preciso esperar uma festa para se usar uma peruca. Num mesmo dia, é possível se passar por três mulheres diferentes. E não apenas elas, mas os homens também já podem optar por cores distintas e usar cabelos curtos, longos, encaracolados ou lisos. E o melhor, não é preciso pintar os cabelos, submetendo-os a um test-drive de resistência química. Basta ter no guarda-roupa uma peruca para cada ocasião e, se preciso for, em tamanhos e modelos diferentes.

De acordo com o empresário Ronaldo Adriano Oliveira, do Paraíso dos Cabelos, de Rio Preto, que há seis anos atua no mercado e exporta perucas para Portugal e Suíça, ao contrário do que se possa pensar, não há nada de cafona em usá-las. “É a última moda em se tratando de cabelo. Os fios você escolhe, podem ser naturais ou artificiais”, afirma. Essa escolha vai depender muito do uso que se fará do cabelo: para ir a uma festa à fantasia, por questões estéticas, fantasias sexuais, motivos de saúde, ou ainda, alongamentos, rabos de cavalo, para encobrir a calvície, enfim, a forma de uso varia de caso a caso. O empresário Oliveira, que antes comercializava cabelo de salão em salão, diz que o mercado cresceu tanto, que hoje importa e exporta, e teve de abrir uma loja para atender aos distribuidores. A diversidade é tanta que não faltam opções de modelos de peruca. “Quem dita a moda é a mídia. Se as atrizes aparecem de cabelos lisos e compridos, o aumento deste tipo de pedido é automático e assim por diante”, afirma.

Perfil diferenciado
Oliveira explica que não há um perfil predefinido das pessoas que usam perucas, hoje. Exceto pelo fato de que 90% dos usuários são mulheres, em qualquer faixa etária. “Desde meninas com idade de 10 anos, que querem imitar as garotas da novela ‘Rebeldes’, para se diferenciar das colegas de escola, até as senhoras mais idosas, com mais de 80 anos, que já tiveram perda substancial de cabelos, ou apenas por querer mudar o visual”, diz.

Naturalidade e estilo
A gerente Ivanir Pereira, da ‘A Costureira’, de Rio Preto, observa que a loja comercializa perucas há mais de 30 anos, e que nunca a procura foi tão grande. “Acredito que é porque elas estão cada dia mais parecidas com os cabelos naturais”, diz. No entanto, a loja só trabalha com as perucas artificiais, à base de canecalon, material que é usado para cabelos de boneca, e que existe em diferentes texturas, tanto nacional quanto importado. O segredo é que, quanto mais trabalhados os fios, tecnologicamente, mais parecidos com os cabelos naturais eles podem ficar. Ivanir explica que há um aumento ainda maior da procura em períodos de festas como as do Carnaval, e principalmente, na festa da Peruca, que já acontece em Rio Preto há cerca de cinco anos. “Cada pessoa tem um gosto. Enquanto uma escolhe aquela peruca toda comportada, há outras que gostam das mais escrachadas e coloridas, para montar personagens.

Doença também é motivo
A procura por perucas nem sempre ocorre de forma espontânea. “A fim de melhorar a auto-estima de algumas pacientes, os médicos recomendam que elas adquiram uma peruca, quando realizam o tratamento de algum tipo de câncer”, explica o cabeleireiro Ronaldo Matos de Souza, de Rio Preto, que é referência nacional na fabricação de perucas com cabelos humanos.



Escolha o estilo que mais combina com você
Quem gosta de fazer surpresa para o marido, pode optar por um cabelo mais barato, aquele feito à base de canecalon, cujo custo é bem inferior ao cabelo natural ou ao tratado. Para brincar carnaval ou ir a festas à fantasia, a criançada e também os adultos podem optar por modelos de rafia e perucas de palhaço. Segundo a gerente de loja Ivanir Pereira, o custo da peruca pode variar de R$ 7 a R$ 80, independente da cor e do comprimento. “O que pesa é o trabalho que cada uma dá para ser feita”, diz. Já no Paraíso do Cabelo qualquer pessoa pode se transformar numa outra, tanto comprando a peruca pronta, quanto o cabelo para alongar o seu próprio. Vendido em gramas, o canecalon é mais procurado por mulheres negras, que pagam no modelo que lembra mais o plástico, cada 80 gramas, cerca de R$ 10. “Com quatro pacotinhos a pessoa monta um cabelo”, diz Ronaldo Oliveira. Contudo, se a escolha for por um cabelo mais trabalhado, com aspecto de fio natural, vai ser preciso desembolsar um pouco mais. A cada 100 gramas, os fios de 70 centímentros vão custar entre R$ 85 a R$ 180.

Já as perucas prontas com cabelo natural, ou mesmo os fios para alongamento, têm um preço bem mais salgado. De acordo com o cabeleireiro Rony Matos, que possui perucas prontas para alugar, o custo pode variar de R$ 50 a R$ 100. “Vai depender do comprimento e do tipo de penteado e tratamento que o cabelo vai receber”, diz. Como trabalha só por encomenda, as perucas feitas com fios naturais vão ser moldadas ao estilo de cada usuário. Rony explica que há casos de pessoas que querem cabelos de até 1 metro, outras encomendam com fios ondulados, de 70 centímetros, com mechas, no melhor estilo da cantora Byoncè; o custo varia de R$350 a R$ 2,5 mil.

Manutenção
O estilo que se adapta a cada rosto é uma opção pessoal, e há sites na internet que podem dar uma idéia do tipo que melhor se adapta ao rosto de cada pessoa. Porém, uma coisa é certa, não importa se o cabelo é natural ou artificial, é preciso lembrar que o cabelo não é seu, e portanto, todo cuidado é pouco para conservá-lo no seu melhor estilo, o maior tempo possível. (CD)

Serviço
‘A Costureira’,
fone (17) 3235-2949
Paraíso dos Cabelos,
fone (17) 3222-1195
Rony Matos, cabeleireiro,
fone (17) 3223-9913

Cabelo como meio de vida
Muito mais conhecido como Rony Matos ou Naly Picuman, o cabeleireiro Ronaldo Souza, literalmente faz a cabeça de homens, mulheres e crianças, em todo o País. Afirma que em média vende 40 perucas naturais ao mês. Só trabalha com cabelo natural e diz que seu negócio é um sucesso graças ao ‘boca-a-boca’, que suas clientes fazem dele, desde artistas de teatro a travestis famosos, como a repórter drag queen Nany People, do programa da Hebe Camargo. Rony monta a si mesmo, como Naly Picuman, quando faz shows. Rony é arquiteto de formação, e conta que começou meio por acaso com a profissão atual, já que aprendeu com uma tia, na Bahia, onde nasceu. “Fazia algumas perucas para ajudar a pagar a faculdade, e quando me dei conta, era tanta encomenda, que tive de treinar outras pessoas para me ajudar. Tenho mais quatro famílias que montam para mim, e há 15 anos, não faço outra coisa a não ser perucas de todo tipo e modelo”, finaliza.

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