S. J. do Rio Preto - Quarta, 23 de abril de 2014 




 
 
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Polícia mata chefe do assalto a prédio de luxo
  Sérgio Menezes  
Delegado Mauro Truzzi segura ficha criminal de Marcelo Miranda (no detalhe)

Gisele Bortoleto

Marcelo Ik Vidal Miranda, 29 anos, foi morto ontem à tarde em Praia Grande, no litoral paulista, em confronto com policiais civis de Rio Preto. Ele é suspeito de ser o líder da quadrilha que assaltou nove dos 16 apartamentos de um prédio de luxo no bairro Redentora, em Rio Preto no início do mês e roubou mais de R$ 1 milhão em jóias em ouro e pedras preciosas, R$ 61 mil em dinheiro, celulares e três armas. Segundo a Polícia Civil de Rio Preto, a quadrilha liderada por Miranda é supostamente uma das três especializadas em roubos de prédio de luxo no País e atua principalmente em cidades do Estado de São Paulo. Os membros da quadrilha, inclusive Miranda, são suspeitos de assaltar anteontem à noite um prédio no bairro Morumbi, em São Paulo. Miranda é suspeito também de ser um dos cinco homens que armados com pistolas e revólveres entraram no prédio e renderam pelo menos 25 moradores que eram obrigados a subir a nos apartamentos e depois foram trancados em um cômodo no andar térreo.

Na ficha de antecedentes criminais de Miranda, que tem cinco metros de extensão, constam um grande número de roubos, além de prisões, inquéritos e processos por formação de quadrilha, porte de entorpecentes, falsidade ideológica, motim e fuga mediante violência. Pelos processos que já está condenado, Miranda tinha 53 anos de reclusão para cumprir. No entanto, segundo a polícia, se fosse condenado pelos processos ainda em andamento, ele deveria receber penas que ultrapassariam 200 anos. Ele é fugitivo da penitenciária do Estado desde novembro do ano passado. Os outros três homens, suspeitos de participar do assalto também já foram identificados mas estão foragidos. São eles A.C.P.J., que é natural de Fronteira (MG) e já esteve preso por porte de arma no extinto Cadeião de Rio Preto e em Nova Granada, além de J.J.S. e F.B.C. Os quatro foram reconhecidos por foto pelas vítimas.

O quinto homem que teria entrado no prédio foi identificado até agora apenas como “Boluto” e também está foragido. Os policiais de Rio Preto já fizeram buscas em São Paulo, São Bernardo, Diadema e Praia Grande à procura dos suspeitos mas apenas Miranda foi localizado ontem. De acordo com o delegado Mauro Truzzi Otero, assistente da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto, os policiais chegaram até os suspeitos depois que na madrugada do assalto, o celular de uma das vítimas tocou e no identificador de chamadas aparecia o número do telefone do pai dele, que tinha sido roubado pouco antes pelos bandidos. Os policiais conseguiram descobrir que a chamada partiu do celular na região de Franca e informaram a polícia de lá sobre o roubo. Posteriormente, eles descobriram que três suspeitos de participar do roubo foram detidos pelas polícias rodoviária estadual e militar da região de São Joaquim da Barra.

Com os três, foram apreendidos um Gol com placas de Rio Preto, onde estava A.C.P.J. e um Vectra com placas de São Paulo, onde estavam Miranda e F.B.C. Eles foram parados em operações de rotina por excesso de velocidade. Nos carros foram apreendidas três cápsulas de revólver calibre 38 e uma porção de maconha. Eles apresentaram documentos falsos, foram ouvidos e liberados, uma vez que os policiais ainda não sabiam que eram suspeitos de participar do roubo em Rio Preto. J.J.S. e “Boluto” teriam fugido em um Corsa possivelmente com o dinheiro, jóias, celulares e armas roubados no prédio. Os objetos ainda não foram localizados pela polícia. Os policiais em Rio Preto descobriram que na véspera do roubo, os ladrões se hospedaram em um hotel em Mirassol.

No Gol apreendido, os policiais descobriram uma agenda com nomes dos moradores do edifício Eleonor, que foi roubado em Rio Preto, inclusive o da moradora que os ladrões usaram para entrar no prédio como se fossem entregar uma encomenda. Na agenda, haviam anotações de outro prédio de luxo, que supostamente estava na lista de alvo dos ladrões. Na agenda, eles descobriram também nomes e telefones de outras pessoas ligadas ao mundo do crime que estão sendo investigadas. No Vectra, os policiais encontraram a nota fiscal em nome de V.S.S., namorada de Miranda. Ela teve a prisão temporária decretada pela Justiça e foi presa há cerca de dez dias também na Praia Grande e trazida para a DIG de Rio Preto. Segundo Otero, V.S.S. colaborou com as investigações e disse que havia ganho o carro de Miranda. No entanto, a participação dela no roubo não foi confirmada e ela foi liberada.

A equipe que tentava prender Miranda ontem estava em Praia Grande a procura dele desde sexta-feira. Ontem, eles viram quando o suspeito chegou e, quando anunciaram a prisão, o suspeito teria reagido e feito vários disparos na direção dos policiais que revidaram. Ele foi socorrido e levado para o pronto-socorro de Praia Grande mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Na casa onde ele foi localizado e morava supostamente a mulher dele, os policiais apreenderam uma grande quantidade de armas e munições. “As investigações continuam e vamos tentar prender os outros envolvidos no assalto”, disse Otero. O delegado Waldomiro Bueno Filho, diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo-Interior (Deinter-5), disse a identificação da quadrilha se deve ao trabalho sério realizado pela polícia local.



Arsenal foi encontrado
Um arsenal composto por três revólveres calibre 38 e um 3.57, uma espingarda calibre 12 e um rifle de fabricação americana como luneta e precisão para 1,5 mil metros, foi apreendido ontem a tarde na casa de M.E., conhecida Fernanda, em Praia Grande, onde os policiais civis de Rio Preto tentaram prender Marcelo Ike Vidal Miranda. Na casa, os policiais apreenderam munições que incluem centenas de cápsulas de diversos calibres entre elas, 12, 3.57, 38 e ponto 30, entre outras. De acordo com o investigador da Polícia Civil de Rio Preto, Júlio César Loschiavo, acompanhado dos policiais Marcos Rogério Campos, Flávio Borges e Marcelo Peresi Menezes, eles chegaram na casa localizada no bairro Samambaia. Eles contaram com apoio da Polícia Civil de Praia Grande, que cedeu veículos usados na operação.

Os policiais disfarçados, simularam defeito mecânico no carro e ficaram nas proximidades da casa, quando viram que Miranda entrou em um Corsa, possivelmente o mesmo usado no assalto ao prédio em São Paulo anteontem. Os investigadores pediram apoio das polícias Civil e Militar de Praia Grande e cercaram a casa. Eles deram voz de prisão a Miranda que já teria saído da casa com dois revólveres na mão, um 38 e um 3.57, atirando. Miranda, segundo Loschiavo, usava a casa da amiga como esconderijo para as armas e munições. Os policiais revidaram e Miranda foi baleado. Ele foi socorrido e levado para o pronto-socorro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. “Fizemos todo o possível para levar Miranda com vida para Rio Preto para podermos continuar com as investigações, mas não foi possível”, disse Loschiavo. Ontem à noite, os policiais descobriram outra casa, que seria de Miranda. Lá, os policiais apreenderam mais uma pistola e um rádio-transmissor. Até o fechamento da edição, eles ainda faziam buscas na casa.

Quadrilha agiu anteontem
A Polícia Civil de Rio Preto suspeita que a quadrilha com nove homens que assaltou anteontem à noite um prédio de alto padrão na região do Morumbi, zona sul de São Paulo, seja a mesma que assaltou o edifício Eleonor, no bairro Redentora em Rio Preto, no início do mês. Isso porque, segundo o delegado Mauro Truzzi Otero, assistente da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto e responsável pelas investigações, o serviço de inteligência tinha informações de que a quadrilha de Rio Preto, supostamente liderada por Marcelo Ik Vidal Miranda, pretendia assaltar um prédio em São Paulo ou Itapevi. Para entrar no prédio em São Paulo, eles simularam uma entrega, semelhante ao que aconteceu no edifício Eleonor, assaltado em Rio Preto, e os dois porteiros abriram os portões, o que permitiu a entrada dos ladrões.

“Ainda vou manter contato com o delegado do 34º Distrito Policial de São Paulo (Vila Sônia) porque temos informações de que podem ser as mesmas pessoas pelo modo em que ocorreu o assalto e pelas informações que já tínhamos”, disse Otero. Os assaltantes entraram no condomínio Esplanada Real, no Real Park em São Paulo, por volta das 19h30. Eles roubaram 17 dos 19 apartamentos e permaneceram no prédio cerca de quatro horas. Em São Paulo, a quadrilha roubou jóias e dinheiro, inclusive dólares e fugiu em uma picape Land Rover e um Audi, ambos que pertenciam aos moradores. Dois assaltantes permaneceram do lado de fora em um Corsa e por meio de rádio-transmissores na frequência da Polícia Militar acompanhavam se os policiais haviam sido ou não acionados. Em Rio Preto, nove dos 15 apartamentos foram assaltados. Os ladrões permaneceram no prédio mais de quatro horas e rendiam os moradores à medida que eles iam chegando.

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