S. J. do Rio Preto - Segunda, 22 de dezembro de 2014 




 
 
Notícias
Diarioweb Busca de Notícias

 
Arquivo de Notícias
Carnaval
Dossiê Diário
A inteligência contra o crime
Diário Olímpico
AgroDiário
A vida como ela é
Barretos
100 anos da imigração japonesa no Brasil
Beira D Água
Rio Preto 157 anos
Copa 2002
Charge
Cidades
Chame o Diário
Diário História
Copa 2006
Comportamento
Economia
Copa Diário/Sesc
CPI Banestado
Jogos Abertos
Rio Preto 156 anos
AgroDiário
Expo Rio Preto
Educação
Eleições
Santa Europa
Esportes
Rio Preto 154 anos
Meio Ambiente
Guerra no Golfo
Política
Paz no Trânsito
Revista Bem Estar
Rio Preto 153 anos
Saúde
Semae
Sua Casa
Tecnologia
Turismo
Últimas Notícias
Veículos
Zé Buracão
Divirta-se
Cinema
Teatro
Eventos e Shows
Galeria de Fotos
Coluna Social
Horóscopo
Diário Imagens
Opinião
Artigos
Bastidores
Coluna do Diário
Defesa do Consumidor
Dividida
Editorial
Flash Bola
Opinião do Leitor
Proteja-se!
Mário Luiz sabe o que diz
Serviços
Loterias
Estradas
Mapa do site
Notas de Falecimento
Contato
Nossos telefones
Fale Conosco
Disque Denúncia
Anuncie
Na medida certa
Apego demais forma adulto com pouca habilidade social
  Editoria de Arte  

Fabiano Ferreira

Crianças que não desgrudam dos pais e não conseguem dar um passo sem a presença da mãe são candidatas a se tornar adultos inseguros, dependentes e com baixa auto-estima. Segundo psicólogos especializados em atendimento infantil, o apego excessivo nos primeiros anos de vida é um problema muitas vezes confundido com amor, mas que deve ser identificado para evitar transtornos futuros. Não restam dúvidas de que logo que nasce a criança precisa de cuidados e de toda a atenção possível. No entanto, é função da família oferecer o equilíbrio emocional para estimular os pequenos a criarem autonomia desde cedo. Há pais que pecam pelo excesso: tentam adivinhar o que a criança quer, abraçam e beijam tanto na hora de dormir que parecem que estão se despedindo para sempre. “A família deve ser uma base segura para a criança, mas sempre estimulá-la a se desenvolver”, diz a psicóloga rio-pretense Sandra Kerbauy. Para Miriam Cruvinel, pesquisadora da Unicamp, atitudes de superproteção e perfeccionismo por parte dos pais é que geram o apego excessivo. “Muitos acabam passando mensagens para seus filhos como ‘deixa que eu faço por você porque você não saber fazer nada direito’ ou ‘você é incapaz, não consegue’, o que contribui para a insegurança”, exemplifica.

O vínculo entre pais e filhos deve dar segurança para que eles desenvolvam uma relação saudável com o mundo. Afinal de contas, é fundamental se relacionar com outras pessoas, o que já começa a ocorrer na família e na escola. Os pais têm de saber separar o que são cuidados básicos e dosar o apego à criança para não torná-la dependente demais. O problema é que papais e mamães de primeira viagem acreditam que o grude é demonstração de que a criança os ama de verdade. No entanto, os especialistas avisam: a atitude é de dependência e demanda rever os conceitos de educação. Alguns sinais mostram que a criança mantém um vínculo de apego excessivo aos pais. Geralmente, são crianças introvertidas, medrosas, com tendência à agressividade e que choram facilmente quando se sentem acuadas. O reflexo desse comportamento pode ser observado na escola, uma vez que a criança tem seu aprendizado prejudicado e pode demorar a se adaptar ao convívio com os colegas. Para a psicóloga Sandra Kerbauy, os pais devem desenvolver boas relações sociais porque a criança busca neles o exemplo para se comportar de forma semelhante. “Pais que ficam muito isolados tendem a ter filhos com as mesmas atitudes”, observa.

Segundo a psicóloga Miriam, por trás do excesso de apego normalmente existem pais com atitudes disfuncionais, ou seja, com muita insegurança e medo de perder os filhos. “Deve-se ficar atento em relação ao comportamento que se tem diante da criança. Uma dica é observar se ela está deixando de fazer coisas próprias para a sua idade para ficar o tempo todo com a mãe. Muitas vezes, o rendimento na escola começa a cair porque a criança prefere ficar em casa a ir à aula”, diz. O diálogo com os filhos é fundamental, pois somente conversando é que os pais conseguem entender as atitudes da criança e ajudá-la. Se as dúvidas e os comportamentos estranhos persistirem a melhor saída é procurar ajuda de um profissional.

Transtorno
De acordo com a psicóloga Miriam Cruvinel, os casais devem ficar atentos a um problema conhecido como ‘transtorno de ansiedade de separação’. “É um problema que atinge cerca de 4% das crianças e se caracteriza pelo apego excessivo em relação a uma pessoa significativa, quase sempre a mãe. A criança com esse transtorno tem uma ansiedade muito grande diante da possibilidade de separar-se dessa figura importante”, explica. O problema causa um grande sofrimento na criança e prejudica seu desenvolvimento. Na maioria dos casos, o transtorno se inicia na fase pré-escolar, mas pode acontecer também em crianças maiores e até na adolescência.

Saiba mais:


Sinais do apego excessivo:
:: Timidez
:: Medo
:: Agressividade
:: Choro fácil
:: Baixa auto-estima

Conseqüências para a vida adulta
:: Falta de independência
:: Isolamento social
:: Instabilidade emocional
:: Falta de autonomia

Criança precisa aprender a ‘se virar’
Fazer tudo pela criança e superprotegê-la em situações em que ela poderia “se virar” sozinha são atitudes extremamente prejudiciais para o desenvolvimento social dela. O ideal, recomendam os educadores e psicólogos, é fugir do controle excessivo e estimular a criança a “caminhar com as próprias pernas” nas mais diferentes situações. Uma boa dica é incentivar os pequenos a brincar com outras crianças da mesma idade, principalmente primos e amigos de escola. Nestes momentos, eles devem resolver seus próprios conflitos, sem a supervisão marcada dos pais nas brincadeiras. Há casais que não percebem que sufocam os filhos oferecendo 100% de atenção. Elogiar sempre que a criança faz coisas sozinhas também ajuda a aumentar nelas a autoconfiança.

Sempre que possível, os filhos devem receber amiguinhos em casa para brincar. Visitar os avós e dormir na casa deles também ajuda a ampliar a relação com um universo que vai além de casa. Mas a criança deve ter certeza de que poderá voltar assim que tiver vontade, o que lhe dará segurança para ficar fora do seu ambiente de costume. A psicóloga Miriam Cruvinel aconselha que os pais permitam à criança tomar algumas decisões, desde que sejam compatíveis com a sua idade, e fazer escolhas. “Criança muito protegida se torna um adulto indeciso”, avisa. O comportamento dependente não deve ser confundido com deixar fazer tudo o que a criança quer, o que caracteriza liberdade excessiva. É preciso ter equilíbrio para formar adultos com habilidade social necessária para enfrentar obstáculos e desenvolver os próprios projetos.

Serviço:
- Sandra Kerbauy, psicóloga, fone (17) 235-1352
- Miriam Cruvinel, psicóloga mestre pela Unicamp,fone (19) 9105-0836

Conheça São José do Rio Preto

Grupo Diário de Comunicação
Jornal Diário da Região: Quem faz o jornal | Assine o jornal | Anuncie no jornal
FM Diário:
Quem faz a FM Diário | Anuncie na FM Diário
Site Diarioweb:
Quem faz o site | Assine o Diarioweb | Mapa do site
Revista Vida&Arte: Quem faz a Revista | Anuncie na Revista
©Copyright 2000 - Todos os direitos reservados ao Grupo Diário de Comunicação - São José do Rio Preto-SP Brasil
Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast ou redistribuído sem prévia autorização.
Resolução mínima de 800x600