S. J. do Rio Preto - Sábado, 2 de agosto de 2014 




 
 
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Desvio ortopédico na criança é comum e pode ser tratado
  Editoria de arte  

Viviane Campos

Crianças com o pé para dentro, chato, cavo ou com joanete... Esses desvios no formato do pé nem sempre são graves, mas podem indicar problemas ortopédicos. Quanto mais rapidamente identificados, melhores os resultados da correção e do tratamento. Segundo o ortopedista rio-pretense Helencar Ignacio, os tratamentos para corrigir as pequenas alterações do formato dos pés vão desde estimular a prática de exercícios até o uso de calçados ortopédicos e, em último caso, as cirurgias. Hoje em dia, as crianças não precisam mais andar com os antigos coturnos pretos. Existem tênis ortopédicos infantis, desenvolvidos para acomodar a palmilha, que são firmes, principalmente no calcanhar. Aliás, o uso de calçados inadequados influencia no desenvolvimento de pés com deformidades. A tendência é piorá-las ou propiciar o aparecimento precoce. A cirurgia é a última alternativa para corrigir os desvios, sendo sugerida apenas em casos mais graves.

Os problemas ortopédicos infantis mais observados nos consultórios médicos estão relacionados a pés chatos, cavos, para dentro e joanete. O pé chato é caracterizado pela ausência do arco plantar, que leva toda sola a ficar encostada no chão. O problema está relacionado com frouxidão nos ligamentos. O tratamento depende da gravidade do desvio, que é percebido quando a criança é capaz de caminhar. Nessa idade, ainda não é aconselhável o uso de calçados ortopédicos. Normalmente, os médicos observam as mudanças no pé durante alguns meses para optar pelo tratamento mais indicado. Nos tratamentos simples, as crianças com pé chato, entre três e oito anos, usam palmilhas ou calçados ortopédicos para corrigir os desvios. Após os oito anos, as palmilhas já não fazem mais efeito no sentido de correção. Os pequenos também são orientados a andar descalços em terrenos irregulares, como grama, areia e terra para estimular a musculatura da região e formação do arco. Em casos mais graves de deformação e sintomáticos (como dor e cansaço fácil nos pés) é indicado o procedimento cirúrgico.

Pés cavos, aqueles com o arco alto demais, são desvios infantis mais graves se comparados aos chatos. Nos casos sintomáticos as dores são intensas: o problema afeta o tendão, ocasionando tendinite. Durante o tratamento, são indicados exercícios corporais de alongamento, palmilhas corretivas e calçados de cano alto. Se essas alternativas não derem resultados, é necessário recorrer às cirurgias, que são mais complexas do que as realizadas em pés chatos. As crianças que pisam para dentro são vítimas de dois desvios ortopédicos. Em praticamente 99% delas o problema não está localizado no pé, mas na bacia, problema chamado tecnicamente de antiversão no colo do fêmur. O tratamento consiste na melhora da postura, na prática de atividades físicas para aumentar a força muscular e no uso de aparelhos noturnos. Como não causa dores e nenhum problema funcional, apenas estético, são raras as intervenções cirúrgicas.

Apenas uma pequena parcela das crianças que pisam para dentro apresenta o problema no órgão, conhecido como metatarso varo (a parte de frente do pé é virada para dentro). Em crianças com oito ou dez meses, o problema pode ser corrigido por manipulações feitas no pé ou mesmo com gesso. Se o desvio for notado apenas em uma idade mais avançada, é indicado o uso de palmilhas e calçados especiais. O tratamento cirúrgico é recomendado em casos sintomáticos, nos quais as crianças apresentam dificuldade e dores ao caminhar. A joanete - uma saliência que surge no osso do dedão - é mais um problema e provoca prejuízos estéticos e funcionais. A saliência se desenvolve com o crescimento, tornando-se mais evidente após os 10 anos. O tratamento inicia-se com medidas conservadoras, como o uso de calçados adequados. Somente nos casos mais sérios e sintomáticos a intervenção cirúrgica é o caminho para corrigir a alteração de ângulo entre os ossos.

Posição dos joelhos também exige atenção
Os desvios nos joelhos ou nos membros inferiores também causam problemas ortopédicos. Do nascimento até um ano, a criança apresenta os joelhos em posição de varo (joelho para fora ou em alicate). Após completar um ano, eles ficam tortos para dentro (em formato de x), permanecendo até os seis anos. A tendência é o alinhamento espontâneo. Segundo o ortopedista Guaracy Carvalho Filho, quando os desvios são exagerados deve-se fazer uma investigação para descobrir as causas do problema. Os fatores que influenciam para agravar os desvios são excesso de peso, ficar em pé em idade precoce (antes de um ano), tipo de calçado (sandálias e chinelos que não dão sustentação oferecem o risco de entortar o joelho e os pés), além de problemas mais raros, como doenças deformantes, infecções, inflamações e tumores em qualquer lugar do membro inferior, que normalmente causam dor.

O tratamento varia conforme a causa. Pode ser resolvido com uma simples perda de peso ou troca de calçado até a cirurgia em casos mais extremos. Mas antes de iniciar o tratamento é indispensável acompanhamento médico anterior. Em uma única avaliação não é possível defini-lo, mas apenas em uma segunda consulta, três ou quatro meses depois. Antes são feitas radiografias para comparar a evolução e avaliar uma possível correção espontânea. Outro problema ortopédico comum na infância é a diferença de comprimento entre as pernas (discrepância dos membros inferiores). A gravidade do problema depende da idade, da estatura e da medida da diferença. Na maioria dos casos, a diferença deve ser compensada com palmilha, que deve ser usada durante o crescimento e vista periodicamente pelo ortopedista. A não-correção pode ocasionar a formação de desvios, principalmente na coluna. O problema é perceptível: a criança manca ou apresenta um desnivelamento dos ombros ou da coluna. Naquelas com grandes diferenças (acima de três a quatro centímetros) normalmente, é necessário recorrer à cirurgia. As operações podem ser simples, como o bloqueio do crescimento do lado maior, até o alongamento dos ossos do lado menor, que é mais complexo.

Outros problemas ortopédicos são dores nos membros inferiores, geralmente próximas à região dos joelhos. São freqüentes durante toda a infância, porém as dores são passageiras, melhorando com simples analgésicos ou até mesmo com bolsas de água quente. Poucos casos estão relacionados a patologias importantes. Normalmente, o mal-estar está ligado ao crescimento. No entanto, é aconselhável submeter a criança a radiografias, ultra-sonografias ou exames de sangue para afastar as suspeitas de problemas metabólicos, infecciosos, inflamatórios ou tumorais.

Quadril
O deslocamento congênito do quadril é mais um problema ortopédico. Normalmente, a suspeita acontece no berçário, durante a primeira avaliação da criança, sendo confirmada ou descartada após avaliações de ortopedistas, uma vez que esse desvio não causa dor. O problema é de simples solução, com o uso de aparelhos corretivos, desde que detectado precocemente. Caso contrário, adota-se o procedimento cirúrgico. Durante a infância, outra queixa que merece investigação é a sinovite transitória do quadril (inflamação da articulação), causada por viroses. É mais freqüente em menores de cinco anos. A criança tem febre baixa, queixa de dores e manca. O tratamento é à base de medicamentos específicos e repouso relativo. Mas também devem ser feitos exames específicos para detectar a possibilidade de outros problemas.

Serviços:
Helencar Ignácio, ortopedista, fone (17) 227-8800
Guaracy Carvalho Filho, ortopedista, fone (17) 227-8800

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