S. J. do Rio Preto - Terça, 2 de setembro de 2014 




 
 
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Perfil
Nelson Sansão ligou a cidade por pontes e viadutos
  Rubens Cardia  
Nelson Sansão é um dos grandes nomes da construção civil

Cecília Demian

Se há um segmento corajoso neste Brasil constantemente desafiado pelas crises econômicas é o da construção civil. Qualquer ventinho que sopre pelas bandas do governo, lá estão as construtoras apreensivas. Não devia ser assim, pois o setor é um dos maiores empregadores do Brasil, portanto, um pilar do desenvolvimento da nação. Entre os empresários destemidos do setor de obras pesadas e edificações, o engenheiro civil Nelson Sansão, 79 anos, ganha destaque, e com justiça: pilotou durante 40 anos a Sansão Engenharia e Comércio, empregou cerca de 12 mil pessoas ao longo do tempo, pavimentou estradas pelo Estado de São Paulo, fez inúmeras pontes e viadutos em Rio Preto e outros municípios, instalou na cidade uma regional do mais importante sindicato da classe, Sinduscon. E mais: ao mesmo tempo em que geria sua empresa, foi partícipe do governo municipal com atuação brilhante no Prodei, programa destinado ao incentivo da indústria que culminou com a criação do Distrito Industrial Waldemar de Oliveira Verdi, o primeiro da cidade. E do programa Proágua, para captação de água, normalizando o abastecimento.

Construtor de pontes e estradas, Sansão tem uma característica marcante, muito celebrada modernamente: a união de forças e idéias. “Ele sempre se preocupou com associativismo, sempre valorizou essa sintonia,” diz o filho Márcio Sansão, ex-secretário municipal no governo Edinho Araújo. Na década de 80, Sansão instalou em Rio Preto a delegacia regional do Sinduscon - Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas, sendo seu diretor por seis anos. Na citricultura, teve também iniciativas agregadoras.Montou pool de citricultores, com 180 associados, produzindo em conjunto 5 milhões de caixas de laranja, negociavando diretamente com grandes usinas.




Nelson Sansão nasceu em Ibirá, filhos dos italianos Francisco (de Bologna) e Concheta (de Treviso), e está em Rio Preto desde 1955. O pai tinha propriedade rural no povoado Vila Ventura, mais precisamente nas imediações do Córrego Taperão. Começou a estudar aos cinco anos numa escola que não era bem uma escola, simplesmente um barracão que o pai arrumou e pôs lá um professor contratado em Ibirá. O pai chamou os vizinhos, juntou os que queriam estudar. “Tinha uma mesa comprida, feita pelo meu tio carpinteiro, bancos de cada lado e uma cátedra, mais alta, para o professor. Uma vara de bambu de uma ponta a outra ficava na mesa estendida; qualquer coisa, o professor dava na ponta dos dedos dos alunos, não era mole,” conta.

Prestativo, ele era o menino que levava café para o professor, levava recados aos vizinhos. “Montava num animal, abria porteira, avisava um, avisava outro, os vizinho, colonos.” Em 1936, o Estado ofereceu um professor ao seu pai, desde que ele construísse escola na fazenda. Ele aceitou. Havia nas redondezas mais de 60 crianças. A fazenda tinha 38 casas de colonos, era de produção de café, arroz, feijão, milho. No dia desta entrevista, Sansão nos recebeu na sua casa na Redentora, que ele mesmo construiu há 28 anos. Entre uma informação e outra, um café com bolo, ele fazia o que mais gosta: vistoriava as obras de reforma da sua casa, arranjando o que as heras do jardim desarranjaram. De uma gentileza tocante, Nelson Sansão é daqueles raros homens que exalam firmeza e confiança.

Obras de escolas e estradas
Formado em 53, trabalhou na prefeitura de Santo André e no DER, até que surgiu oportunidade para Rio Preto. A primeira questão que resolveu aqui se refere à compra pelo Estado da área do Seminário onde está a Unesp. Fez os cálculos, analisou contratos e tudo se resolveu. Ficou dois anos no DER e concretizou a idéia de abrir empresa particular. A primeira obra foi um grupo escolar em Ruilândia, região de Rio Preto. Surgem subempreitadas, projetos de estradas. Começou em Macaubal, uma estrada que fazia parte da rede estadual, mas estava abandonada no meio da obra. “Retomamos a obra, compramos máquinas. Depois vieram várias, de Rio Preto ao Turvo, e outras pelo Interior do Estado.” Fez importantes parcerias para entregar as obras, foi uma figura imprescindível nas grandes articulações da construção civil e chegou a ter 700 funcionários. Por lá passaram mais de 12 mil pessoas durante os anos de funcionamento. Em 2002, começa a desativar a construtora, mas sem acomodar corpo e mente. É tempo de curtir a fazenda e tirar dela seu proveito. Alguém já viu Nelson Sansão parado?

Os programas de água
Entre os programas governantais, ele participou do Pró-água, no governo Wilson Calil, com três projetos, de curto, médio e longo prazo. De curto prazo: perfurar poços próximo dos reservatórios, porque já havia infraestrutura:energia e tubulação para jogar no reservatório. “Fizemos 12 poços. Um, no Eldorado, foi uma surpresa pela vazão de 40 mil litros, quando a gente contava com 12, até 20 mil litros. Os poços estão em atividade até hoje.” Médio prazo: perfuração de poços profundos, foi efetivada. Longo prazo: não foi concretizado. Consistia em buscar água de superfície no rio Turvo, reavivar um velho projeto de captação. “Hoje eu não captaria mais água do Turvo em função dos constantes desastres ambientais que ocorreram no passado. Captaria água do rio Grande, apesar dos 60 quilômetros de distância, que não é muito para trazer água de lá.” “Acho mais viável. A rodovia tem uma faixa de segurança de 15 metros, que pode ser ocupada por uma adutora. Campo Grande tem um sistema parecido.”

Fica ocupado as 24 horas do dia
Em 1959, ele casou-se com Maria de Lourdes, também de Ibirá, que conheceu só em São Paulo. Tiveram seis filhos e agora 10 netos. Hoje, divide o tempo envolvido em entidades como o Instituto Histórico Geográfico e Genealógico de Rio Preto e Sociedade Veteranos de 32 MMDC. E reorganiza o arquivo da Sansão Engenharia. “Ele sempre procurou ocupar o corpo e a mente, é uma questão de consciência porque sabe que assim está cuidando da saúde,” diz o filho Márcio. “Valoriza muito a família e passou aos filhos os princípios morais. É calmo, rígido, sabe cobrar as coisas com jeito, sempre gentil e educador. E deu oportunidade de trabalho para muitas pessoas,” continua Márcio Sansão. Política? Não faltaram convites. Acontece que sua construtora estava no ápice da produção, e ele é um homem muito pé no chão. “Também não é meu feitio,”diz.

QUEM É:


:: Nascimento: 28/6/1929
:: Filho de: Francisco e Concheta Sansão
:: Primeiros estudos: Ateneu Paulista e Colégio Estadual de Catanduva
:: Diploma de Engenharia: Universidade Federal do Paraná
:: Estudante: participou da diretoria da União Paranaense dos Estudantes; foi presidente do Diretório Acadêmico de Engenharia
:: Atividades profissionais: engenheiro do Departamento de Água e Esgoto e chefe da divisão de Transportes da Prefeitura de Santo André; engenheiro do setor de medições no Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER); fiscalização das obras de pavimentação da rodovia Washington Luís, nos trechos Uchoa/Rio Preto e Rio Preto/Mirassol, entre outras
:: 1963: fundação da Sansão Engenharia e Comércio, com atuação nos segmentos de construção de pontes, viadutos, terraplenagem, pavimentação urbana e rodoviária, obras de saneamento e edificações
:: Programas: presidiu o Proágua - Programa de Estudos e Expansão do Abastecimento de Água, da Prefeitura de Rio Preto (1974-1977); representou a Sociedade dos Engenheiros junto a Prefeitura de Rio Preto no Prodei - Projeto de Desenvolvimento Industrial- e no Conselho do Plano Diretor de Desenvolvimento
:: Atividades sociais: umdos fundadores do Rotary Club Norte, presidente e conselheiro; conselheiro do Automóvel Clube e Monte Líbano
:: Instituições: foi diretor e conselheiro da Acirp; presidente e conselheiro da Sociedade dos Engenheiros de Rio Preto
:: Sinduscon: instalou e presidiu por seis anos o sindicato em Rio Preto
:: Citricultura: integrou a diretoria e conselho da Associação Paulista de Citricultores (Associtrus)
:: Outra atividade: empresário agrícola
:: Título: Medalha 19 de Julho (1988), da Câmara de Rio Preto
:: Casamento: com Maria de Lourdes Franquini (Lourdinha)
:: Filhos: Marcelo (engenheiro civil e advogado), Márcio (engenheiro civil, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Negócios de Turismo do governo Edinho Araújo), Patrícia (professora de matemática), Fernanda (publicitária), Nelsinho (engenheiro agronômo) e Mauro (administrador de empresas)
:: Netos: 10
:: Religião: católica
:: TV: noticiários e bons programas de entrevistas

Fala Sinduscon:


“Dr. Nelson Sansão foi mais que o fundador da regional do Sinduscon-SP em Rio Preto. Foi o diretor que mais tempo ficou à frente da entidade e foi o responsável pela consolidação do Sindicato das Indústrias da Construção Civil na nossa região. Se não fosse sua atuação, dificilmente teríamos chegado onde estamos hoje, como entidade representativa deste segmento da economia, no qual lutamos pela reciclagem de profissionais e capacitação da mão-de-obra. Dr. Nelson é uma pessoa fantástica. Além de ter sido nosso diretor, é um grande amigo. Homem de fibra. Profissional com raro conhecimento de engenharia, em especial sobre pavimentação. Em sua época, ele teve uma importância extraordinária para a construção civil e uma admirável habilidade de união tendo conseguido, quando diretor do Sinduscon, colocar sob a mesma entidade as empresas regionais da área de construção e de infra-estrutura.”

Silvio Benito Martini Filho, diretor do Sinduscon Rio Preto

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