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Investimentos
Ações em queda e IOF fazem dólar subir 0,65%
São José do Rio Preto,
17 de outubro de 2009
Núcleo Multimídia
02:58 - Um possível estudo do governo de voltar a cobrar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de investidores estrangeiros e a queda das ações em meio à notícias corporativas negativas nos Estados Unidos fez ontem o dólar fechar em alta de 0,65%, cotado a R$ 1,71, após ter fechado ontem na menor cotação em mais de um ano, a R$ 1,69. A cotação da moeda abriu nas máximas do dia em meio a ajustes de posições compradas que refletiram a reação de investidores à informação divulgada anteontem à noite de que o governo estaria estudando taxar o capital externo com IOF nas aplicações em renda fixa e em títulos públicos. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou em queda de 0,75%, aos 66.200,49 pontos, sob influência da série de balanços negativos de empresas norte-americanas. O índice Dow Jones caiu 0,67%, aos 9.995 pontos, enquanto o S&P 500 teve queda de 0,81%, para 1.087 pontos, e o Nasdaq recuou 0,76%, aos 2.156 pontos.
A realização de lucros no Brasil, no entanto, foi menor do que alguns operadores esperavam, já que predomina o sentimento de que “o Brasil é o País da vez” - na fala de um analista - e não há muitas opções de investimento para toda a liquidez existente no mercado global neste momento. No final do pregão, Vale ON caiu 0,09%, a R$ 45,25, e o papel PNA recuou 0,10%, para R$ 40,15. Petrobras ON recuou 0,58%, a R$ 42,80, enquanto a ação preferencial perdeu 0,55%, para R$ 36,40.
Essa piora do cenário nas bolsas ajudou também ajudou a induzir a correção da moeda. Contudo, houve fluxo cambial positivo na sessão, que contribuiu para a desaceleração dos ganhos do dólar no final e parte dos ingressos financeiros contabilizados podem ter sido de players interessados em se antecipar a uma eventual taxação do capital externo, disse um operador de câmbio consultado. De todo modo, o sinal positivo da moeda prevaleceu no fechamento, uma vez que as declarações no início da tarde de hoje do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sobre eventual taxação do capital externo, não foram consideradas contundentes pelo mercado, afirmou uma fonte de um banco estrangeiro.
Fonte: AE
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